Homem e a Tecnologia

A mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, cadência ou padrão que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas.” (MCLUHAN, 2001)

Palavras-chave: Arte, Inteligência Artificial, Tecnologia, Homem, Futuro.

O meu artigo está baseado na arte e na tecnologia. A relação ente o humano e a maquina. A arte está a ser dominada pela inteligência artificial. Um dos exemplos que evidencio aqui é do artista plástico português Leonel Moura que se destaca nacionalmente e internacionalmente por criar robôs que conseguem pintar e escrever poesia.

O robô começa a pintar ao acaso para a partir donde cria grupos de cores. Um conjunto de sensores permite-lhe parar na altura em que a tela está finalizada e assinar o seu nome. Para criar poesia, escolhe uma primeira letra ao acaso e depois escolhe outra que faça sentido. A inteligência e a emoção não devem ser separadas como se fossem coisas opostas. Mas, no caso da arte, a emoção está sobretudo do lado do observador, daquele que contempla a obra.

A forma de um meio social tem a ver com as novas maneiras de percepção instauradas pelas tecnologias da informação. Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.

Uma importante ideia de McLuhan, (1964), foi a de “Aldeia Global”. Nela ele queria dizer que simplesmente o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorria em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nela vive. Meio é a mensagem no meu ponto de vista o que importa é o meio que a mensagem é passada.

A minha grande questão neste artigo é o que será do nosso futuro com a tecnologia constantemente em evolução. Os indivíduos parecem ter-se tornado dependentes destas tecnologias, necessitando estar sempre ligados as redes sociais. Por outro lado, através de dispositivos, como os smartphones, o acesso à informação sobre os seus utilizadores torna-se cada vez mais facilitado.

 


Referências:

– Leonel Moura, (2011).

– McLuhan. (1964). Understanding Media, The Extensions of Man.

The Future of Design/Crisis

No meu ponto de vista, acho que esta vertente especulativa do futuro situada no contexto atual de crise do design enquanto atividade radicada nos preconceitos do modernismo foca se de uma forma muito ativa. Visto que, o design está cada vez mais a tornar se uma área bastante importante na nossa sociedade.

Tudo que nos rodeia envolve design. Cada vez mais estão a surgir os mercados de trabalho na área de design. Desde design de comunicação, design de equipamento, design gráfico, entre outros. Todo designer tem um espirito empreendedor dentro de si.  O design não é orientado para a criação de novos conhecimentos, mas sim, às práticas da vida cotidiana.

A crise do design está ligada ao fenômeno sociocultural dos anos 1990 quando o conceito “design” experimentou uma explosão na média, o que levou a uma perda do rigor do significado original.

Como consequência da valorização do design nos círculos da gestão de empresas criou-se recentemente o termo “Design thinking.”

Design thinking é um termo de relações públicas denominado do pensamento criativo.” Donald Norman. (2010). Está concentrado no presente e no futuro, sendo que os parâmetros do problema e as suas soluções são exploradas simultaneamente. O design thinking identifica e investiga tanto aspetos conhecidos como equívocos, buscando alternativas possíveis que podem até redefinir o problema inicial.

Como também o design de inovação que é uma área com muita influencia. O design de inovação contribui para o desenvolvimento da sociedade, é o meio de transformar o conhecimento em desenvolvimento económico, pois aumenta a produtividade, na qual assenta o crescimento económico sustentado.

“Inovar é inventar, sejam ideias, processos, ferramentas ou serviços.”

Em comparação tirei partido de um critico e filósofo Vilém Flusser, ele defende que o nosso futuro depende do “design”. Abrangendo uma grande variedade de temas. Flusser centra a atenção nas relações entre a arte e a ciência, a teologia e a tecnologia, a arqueologia e a arquitetura. O “design”, ou seja, o dar forma às coisas, produziu no passado instrumentos de destruição de massa e grandes obras de arte; a sua evolução é, por conseguinte, uma ameaça e, simultaneamente, uma grande oportunidade para o Homem do futuro.

A este propósito, Flusser não tem dúvidas que o nosso futuro é essencialmente uma questão de “design”. Baseei-me numa citação dele que achei bastante pertinente onde refere que,

“… na época contemporânea, design indica, de grosso modo, o lugar em que a arte e a técnica (…) coincidem de comum acordo e abrem caminho a uma nova forma de cultura.”

Vilém Flusser, (2010)

Por conclusão, estou de acordo com o teórico e filosofo Flusser. No meu ponto de vista, acho que o design tem bastante influencia para o nosso futuro. O futuro é de certa forma um mundo imaginário que provoca incertezas. Mas também traz nos reflexões de uma vida melhor.

 

 

 


Referências:

VIANNA, MAURÍCIO. (2014). Design Thinking: Inovação em Negócios. MJV Press.

NORMAN, Donald. (2010). Design Thinking: A Useful Myth. http://www.core77.com/blog/columns/design_thinking_a_useful_myth_16790.asp

FLUSSER, Vilém. (2010). Uma Filosofia do Design. Lisboa: Relógio d’Água

Adhocracia

Adhocracia é a exposição curada por Joseph Grima na primeira Bienal de Design de Istambul, é mais que um conceito, uma ferramenta, uma tentativa de resposta à questão do papel evolutivo do design prático, do designer e do usuário-produtor em nossa sociedade contemporânea.

O design é uma vez integrado com outras disciplinas, uma maneira de propor novas soluções e aumentar a conscientização sobre os nossos direitos. Ao mesmo tempo, a exposição é concebida como uma plataforma aberta de trabalho em andamento e visa receber seminários e promover discussões sobre algumas das questões relevantes de nossa sociedade contemporânea.

Grima identifica o conceito de adhocracia em oposição à burocracia, sistemas econômicos hierárquicos e gestão política centralizada.

“É mais do que simplesmente uma revolução tecnológica; é uma revolução cultural que estamos passando agora”, disse Joseph Grima, editor da revista Domus, que fez a exposição como parte da inaugural da Bienal de Design de Istambul em 2012.

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Istambul Design Biennial, Tamar Shafrir, 2012.

“Um objeto que não possua só qualidades estéticas, mas onde cada componente, mesmo a economia seja considerada ao mesmo nível. Preocupa-se com a compreensão do seu produto e por parte do seu público”. Bruno Munari (1979).

As capacidades em Design podem ser rotinas quotidianas que permitem à organização produzir produtos com qualidade superior, ou a competência única de antecipar mudanças externas e capacitar a organização a operar as mudanças necessárias para responder a essa mudança contextual.

Teórico Bruce Archer (1963), refere que o problema no design resulta de uma necessidade. Na maioria das vezes o maior cliente do designer é a própria indústria e é ela quem propõe a resolução do problema. Outras vezes, o problema pode ser a própria proposta que o designer faz à indústria e terá de responder as necessidades sociais.

 

 

 

 

Referências:

  • Grima, Joseph (2012). A Brief History of Adhocracy. In Adhocracy. Istanbul: IKSV.
  • Revista Domus. https://www.domusweb.it/it/home.html
  • Munari, Bruno (1979). Artista e o designer. Lisboa. Coleção Dimensões. Editorial Presença.
  • Archer, Bruce (1963). Método Sistemático para Designers.

 

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