No meu ponto de vista, acho que esta vertente especulativa do futuro situada no contexto atual de crise do design enquanto atividade radicada nos preconceitos do modernismo foca se de uma forma muito ativa. Visto que, o design está cada vez mais a tornar se uma área bastante importante na nossa sociedade.
Tudo que nos rodeia envolve design. Cada vez mais estão a surgir os mercados de trabalho na área de design. Desde design de comunicação, design de equipamento, design gráfico, entre outros. Todo designer tem um espirito empreendedor dentro de si. O design não é orientado para a criação de novos conhecimentos, mas sim, às práticas da vida cotidiana.
A crise do design está ligada ao fenômeno sociocultural dos anos 1990 quando o conceito “design” experimentou uma explosão na média, o que levou a uma perda do rigor do significado original.
Como consequência da valorização do design nos círculos da gestão de empresas criou-se recentemente o termo “Design thinking.”
“Design thinking é um termo de relações públicas denominado do pensamento criativo.” Donald Norman. (2010). Está concentrado no presente e no futuro, sendo que os parâmetros do problema e as suas soluções são exploradas simultaneamente. O design thinking identifica e investiga tanto aspetos conhecidos como equívocos, buscando alternativas possíveis que podem até redefinir o problema inicial.
Como também o design de inovação que é uma área com muita influencia. O design de inovação contribui para o desenvolvimento da sociedade, é o meio de transformar o conhecimento em desenvolvimento económico, pois aumenta a produtividade, na qual assenta o crescimento económico sustentado.
“Inovar é inventar, sejam ideias, processos, ferramentas ou serviços.”
Em comparação tirei partido de um critico e filósofo Vilém Flusser, ele defende que o nosso futuro depende do “design”. Abrangendo uma grande variedade de temas. Flusser centra a atenção nas relações entre a arte e a ciência, a teologia e a tecnologia, a arqueologia e a arquitetura. O “design”, ou seja, o dar forma às coisas, produziu no passado instrumentos de destruição de massa e grandes obras de arte; a sua evolução é, por conseguinte, uma ameaça e, simultaneamente, uma grande oportunidade para o Homem do futuro.
A este propósito, Flusser não tem dúvidas que o nosso futuro é essencialmente uma questão de “design”. Baseei-me numa citação dele que achei bastante pertinente onde refere que,
“… na época contemporânea, design indica, de grosso modo, o lugar em que a arte e a técnica (…) coincidem de comum acordo e abrem caminho a uma nova forma de cultura.”
Vilém Flusser, (2010)
Por conclusão, estou de acordo com o teórico e filosofo Flusser. No meu ponto de vista, acho que o design tem bastante influencia para o nosso futuro. O futuro é de certa forma um mundo imaginário que provoca incertezas. Mas também traz nos reflexões de uma vida melhor.
Referências:
VIANNA, MAURÍCIO. (2014). Design Thinking: Inovação em Negócios. MJV Press.
NORMAN, Donald. (2010). Design Thinking: A Useful Myth. http://www.core77.com/blog/columns/design_thinking_a_useful_myth_16790.asp
FLUSSER, Vilém. (2010). Uma Filosofia do Design. Lisboa: Relógio d’Água