A sociedade que hoje conhecemos é fruto de um condicionamento e uma educação. E a discrepância entre raças foi construída ao longo do tempo através da codificação de comportamentos condicionados pelos seres humanos.
A instalação de sistemas impostos para uma separação da sociedade isentou-a de formar uma aproximação mais clara, entretanto, as disparidades entre as duas raças — Negro-Caucasiano — ganha vultuosidade, e estas renunciam uma à outra.
Hoje que se verifica um misto racial dentro do próprio auditório[1], não será possível de se prever a interação entre indivíduos — sobretudo num espaço onde a anonimosidade prevalece — na internet. Como Henry Jenkins[2] diz num slogan de um cartaz anunciando um fórum público hospedado pelo MIT[3] sobre raça e espaço digital, The color-blind Web: a techno-utopia, or a fantasy to assuage liberal guilt?:
“In Cyberspace, nobody knows your race unless you tell them.”
As pessoas assumem automaticamente que todos os participantes online são de raça branca. Isto é algo totalmente inconveniente para a raça sub-representada, criando um ambiente de plena exclusão.
É do meu interesse abordar este tema de representação — a falta e/ou a má — a fim de originar uma reflexão acerca do mesmo: o facto de não encontrar no mundo online (e offline), design e designers que me representem racialmente. Uma citação referida no artigo de Antionette Carroll[4], em 2014 — Diversity & Inclusion in Design: Why do They Matter?:
“Interconnectedness in all its forms, including technology, multiculturalism and globalism, make diversity and inclusion more relevant than ever in design as well as all areas of business and culture.”
PALAVRAS-CHAVE:
Raça; Justiça Racial; Ciberespaço; Design; Sistemas; Internet; Representatividade; Representação Digital; Sub-representação; Diversidade; Inclusão Social; Igualdade; Participação Digital; Consciência.