INCLUSIVE DESIGN
— AN EMANCIPATION ON THE CONSTRAINS PLACED BY RACE
O design deve abranger abertamente os praticantes mais diversificados e retê-los através da inclusão. Uma mudança no Design que conhecemos hoje em dia é necessário. Recordo o título do livro de Robert H. Waterman Jr.[1] — Adhocracy: The Power to Change[2]. Embora o termo não tenha começado com a disciplina de Design — a adhocracia — é de meu interesse como licenciada na área e estudante da mesma abordá-los de encontro ao mesmo. A adhocracia “une indivíduos e corporações, exércitos e artistas, designers e fabricantes, adolescentes e filósofos. Isso definitivamente traz consigo um novo conjunto de instrumentos, artefactos, costumes e até mesmo uma nova estética, mas as transformações mais significativas estão apenas a começar: a luta para definir novas estruturas de poder, novas estruturas económicas, novas formas de autoridade, novas modalidades de ser político – uma anatomia social inteiramente nova, noutras palavras – está a desdobrar-se diante de nós neste exato momento.” (Joseph Grima[3], 2012)
Apesar de haver um grande manifesto acerca do tema á volta de formas de inclusão para um corpo social mais participativo de todas as perspectivas que o formam, com o intuito de criar diversidade de pensamento e por conseguinte, uma maior variedade de resultados.
Como designers é nosso dever manter a persistência de diversidade através de representatividade na criação das mais diversas perspectivas que espelhem a sociedade em que vivemos. Devemos procurar cultivar muitas maneiras diferentes de pensar, ser e projetar, derivadas de diferentes artifícios e visões de mundo, visando atender a muitas necessidades e desejos diferentes.
“Uncover an equally wide array of possible design approaches and solutions.”
— Maurice Cherry[4]
O constante questionamento é essencial. A adhocracia procura interrogar, problematizar e interpretar uma multidão rizomática de ideias, objetos e fenómenos. “Os seus conteúdos são amplamente retirados da vida quotidiana, do ar que já respiramos como cidadãos do século XXI.” (Joseph Grima, 2012)
Como designers, se imaginarmos a ampla gama de valores possíveis, podemos descobrir um conjunto igualmente amplo de possíveis abordagens e soluções de design que possam se manifestar e apoiar outras formas de pensar e ser. E há uma grande necessidade de representação racial ainda muito notável. Uma urgência de uma comunidade mais abrangente, diversa, inclusiva de forma a gerarmos uma sociedade em torno de uma justiça social.
“When you begin to ask those questions of what it means as a designer to be a culture maker, you ask harder questions about what kind of culture you’re creating.”
A história da relação entre Negro-Causcasiano chegou a pontos extremistas, quando um se superioriza para com o outro e exige e evidência um conjunto de normas sociais a serem seguidas com solitude. Gera-se uma atitude depreciativa e discriminatória não baseada em critérios científicos em relação a este grupo social (compreendemos então a existência de racismo). Devido a uma história longa de separação racial, o vestígio (que se depara nos dias de hoje) desta relação se mantém na memória e o distanciamento desta realidade torna-se árdua.
O isolamento entre sociedades de raça negra e raça branca (caucasiana) criou uma distância de interesses notável.
Se estas duas identidades não partilham os seus interesses a modo de os tornarem comuns entre si, o auditório permanece o mesmo e cresce dentro do mesmo núcleo, e este ressoa dentro de um grupo que expressará a intenção de continuidade destes mesmos comportamentos como algo natural ou originário do ser humano.
É imprescindível que, diante dos argumentos expostos, todos se conscientizem de que a relação entre o Negro e o Caucasiano seja um tema ainda controverso pelo simples facto de não ter seguido uma linha de tempo parcial para um desenvolvimento análogo ao comportamento social geral, que as restrições impostas ao longo dos tempos provocou um retrocesso naquele que poderia ter sido um triunfo na carência de racismo. Este é um tema a ser pronunciado, não só, por parte do indivíduo que sente inferioridade no resultado dessa codificação comportamental[5], mas pelo indivíduo que se superioriza para com este: deve ser abordado como um assunto de compromisso e consideração social, de forma a progredir e massificar todos os pontos de uma sociedade civilizada.
Reconhecer estes problemas é já um processo, e um progresso para a aproximação de um futuro desejado. Este post não apresenta a receita pronta para a mudança, mas sim vulgarizar, difundir e consciencializar sociedades com a familiarização do tema.
Notas:
[1] Waterman Jr., Robert. Non-fiction author and expert on business management practices, best known as the co-author (with Tom Peters) of In Search of Excellence.
[2] Waterman Jr., Robert (1990). Adhocracy: The Power to Change. Knoxville, TN: Whittle Direct Books
[3] Autor da citação: Grima, Joseph. British architect, critic, curator and editor. Creative director of Design Academy Eindhoven and co-founder of the design research studio, Space Caviar
[4] Cherry, Maurice. Designer, podcaster and pioneering digital creator in Atlanta, GA. (Currently) head of media at Glitch.
[5] Argumento: Elias, Norbert. (1994). O Processo Civilizador. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor Ltda.