Abstract
Através de uma abordagem imaginativa, que utiliza-se do design como um meio para conceber possíveis futuros, o Design Crítico e Especulativo surgiu como um movimento de vanguarda que desafiou os paradigmas modernos. Atualmente, no entanto, questiona-se o potencial da prática dominante em proporcionar alternativas úteis e realmente críticas às questões contemporâneas, para além dos centros desenvolvidos do mundo ocidental. Neste ensaio, serão buscadas abordagens que tensionam essa suposta incoerência do campo, explorando posições que, ao tratar de questões sociais, políticas, de classe e de gênero, incluam outras diversidades e cumpram legitimamente com os objetivos da disciplina e seus futuros imaginados. Entende-se que um Design Crítico só é possível fora de uma zona de conforto, definindo posições e organizando atividades conectadas ao chamado “mundo real”.
Referências iniciais para o paper
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