“the historical distinction between the digital and the non-digital becomes increasingly blurred, to the extent that to talk about the digital presupposes an experiential disjuncture that makes less and less sense. ”
– David Berry
Seguindo a tradição do Design Especulativo, o presente ensaio especula em torno ao escopo político e cultural, ligado ao desenvolvimento de uma tecnologia que possibilita a aplicação da hipertextualidade a objetos não digitais. Em particular, procura-se explorar o potencial da sua aplicação em áreas relacionadas à produção de conhecimento.
Para guiar a elaboração deste ensaio, parte-se da premissa de que o componente técnico da comunicação não é politicamente neutro, pois estabelece o quadro de mensagens possíveis. Desta forma, começa-se por fazer uma análise crítica da aplicação do hipertexto hoje e seu contraste com a visão original de seus criadores e também das áreas que se desenvolvem na produção e disseminação do conhecimento. Desta forma, pretende-se projetar os princípios que devem ser incorporados no design da tecnologia especulativa e como estes poderiam influenciar as áreas em questão.
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Referências bibliográficas iniciais
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Bunz, M. and Mársico, G. (2012). La revolución silenciosa. 1st ed. Buenos Aires: Cruce
Dunne, A., Raby, F (2013) . Speculate Everything: Design, Fiction and Social Dreaming. Londres
Kitzmann, A. (1996). The melancholic hypertext. Ottawa: National Library of Canada. Bibliothèque nationale du Canada
Tyzlik-Carver, M (2014). Interfacing the commons: Curatorial system as a form of production on the edge, vol. 3, ISSUE 1, Edited by Christian Ulrik Andersen, Geoff Cox and Georgios Papadopoulos. online at: http://www.aprja.net/1037/?pdf=1037 [accessed 29 Apr 2019].