Para começar a contar uma história, construir um sistema ou dar vida a uma ideia, devemos compreendê-la a partir da sua origem e conhecer o seu significado, para depois dar um contexto a partir do nosso próprio ser.
Um conhecido ditado no México diz: “quem não conhece o seu passado, está condenado a repeti-lo” …
Vivemos num tempo tão acelerado que as coisas que teríamos percebido antes passam agora sem mais delongas. Perdemos o tato para falar sobre coisas sensíveis e até a capacidade de admiração diante das tragédias. Nada é novo para nós, tudo já foi visto de outra ou desde todas as perspetivas possíveis, alguém já fez (e melhor), alguém já teve essa ou aquela ideia … será então que vivemos no pior momento da história para que com o nosso presente, criar algo no futuro?
Podemos resumir a evolução duma pessoa e a sua relação com a sociedade, somente se formos capazes de compreender o seu ambiente. No entanto, a tecnologia transformou-nos em seres insensíveis, incapazes de compartilhar sentimentos para traduzir as experiências que fazem crescer e entender o mundo desde outras perspetivas.
O ser humano tem sido um participante e testemunha de grandes eventos que marcam um antes e um depois na vida em que acreditamos que não há nada novo na terra. Parece que não aprendemos com os nossos erros, porque, embora os grandes tremores afastem-nos do nosso eixo, não somos capazes de enfrentar as mudanças desde outro lugar; o ritmo da vida obriga-nos a reverter os problemas e apenas esperar pacientes as mudanças ou as promessas delas que vem para nós.
Palavras-chave:
Memória, Identidade, Resiliência, Experiência.
Referência de Textos:
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Referência Multimédia:
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