Estado de vigilância

Numa era em que é tecnicamente possível criar e implementar um sistema de vigilância na sociedade será a democracia suficiente para não o por em prática ou será a República Popular da China a primeira a chegar a um futuro inevitável?

Numa entrevista a Tim O’Brien (director geral e programas de Inteligencia Artifical da Microsoft) o Jornal Económico questionou que regras deveriam ser criadas para garantir a segurança dos cidadãos num mundo em que é tecnicamente possível o Governo seguir todos os passos de um invidio. O’Brien responde que acredita que a privacidade é um direito humano elementar, mas que a utilização das tecnologias varia de fronteira para fronteira, dependendo da Constituição e do que é legal em cada país.

À partida países democráticos estariam livres desse sistema de vigilância. Mas, se pensarmos em países como os EUA em que as empresas de big data já se começam a fundir com agências de segurança em negócios bastante favoráveis para os dois lados questionamos se esse não é começo de um sistema de vigilância à semelhança do ficcional Big Brother.

Rita Franco Barroso

Comentário ao artigo “Todos somos dados”, da autoria de David Samuel no Seminário Expresso.
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